segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Senhora da Penha Business School


Antes dos MBA, Startups, Pensamento Transversal, Inteligência Emocional, Técnicas de Negociação, Teorias da Liderança, Planos de Desenvolvimento Pessoal, Coaching, as resoluções de ano novo eram muito mais simples. Pediam-se desejos vagos, formulavam-se resoluções sem grande compromisso. Numa era em que o estabelecimento de objetivos já não toma apenas conta dos nossos projectos profissionais há que aplicar o conceito SMART à nossa vida pessoal também.

Se nas últimas 12 badaladas de 2016 desejaram coisas como: quero ter mais tempo para a família, vou fazer mais desporto ou vou aprender uma língua estrangeira, podem estar metidos num grande sarilho.

Se as resoluções/pedidos/ desejos não foram específicos, mensuráveis, alcançáveis, realistas e não consideraram um período de tempo, é possível que estes não se concretizem ou pior, que se fique na dúvida sobre se afinal fomos ou não bem sucedidos.

Há muito que eu já tinha esta consciência mas era preciso experimentar. Aliás foi esta experiência, que nada teve a ver com o Ano Novo, que permitiu fazer a extrapolação para a ‘Teoria das Resoluções do Revelhão’ que acabei de referir acima.
No início de Dezembro de 2015 subi a pé à Senhora da Penha. Uma ermida construída no sec XVI no cimo da Serra de São Paulo, junto a Castelo de Vide. Sentei-me a desenhar a 710 m de altitude – níveis de oxigénio normais – e sem saber como, acabei a fazer uma promessa. Ou seja, formulei um desejo e estabeleci um contrato não assinado com a Senhora da Penha.

Nunca mais me lembrei deste episódio durante meses. Há uns dias, enquanto planeava o meu regresso a Castelo de Vide a minha memória chamou-me à razão. Acontece que a forma como fiz o pedido foi vaga. Não expliquei bem o que queria que acontecesse.  Talvez até já tenha acontecido...

Não tive alternativa, voltei a subir à Senhora da Penha para esclarecer tudo e explicar especificamente a minha ideia e como podemos monitorizar o seu progresso. Ambas concordámos que é alcançável e realista. A parte mais difícil foi chegar a um acordo quanto aos prazos. No que diz respeito ao tempo, tive mesmo que ceder.
 
 

2 comentários:

  1. Adoro o desenho, Rita! E quanto ao texto; revejo-me, principalmente, nos contratos não assinados com aqueles Seres Superiores, "míticos e transcendestes". Tão fáceis de se chegar, mas que nós mesmos capacitamos tão difícil alcançar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cada vez tenho mais a certeza que o Universo tem sempre razão. No entanto, ás vezes é preciso dar-lhe uma palavrinha. Obrigada por leres e participares. Um abraço.

      Eliminar