terça-feira, 19 de julho de 2016

Girl Power


Quem passeia pela Nazaré não pode ficar indiferente à presença das suas mulheres. Podemos vê-las trajadas na venda de artesanato, frutos secos, peixe seco ou com umas tabuletas coloridas a propor alojamento local.

É impossível não perceber o poder do sexo feminino naquela terra. No passado, esse poder era ainda mais marcado. Antes da modernização dos portos, a mulher nazarena era a gestora financeira, comercial e logística da comunidade. As suas actividades, paralelas à pesca, permitiam mitigar o risco da incerteza de uma vida dependente do mar. Todo o circuito de comercialização estava entregue as estas “managers”.

No último fim de semana, ao passear pela marginal - nome dado ao passeio junto à praia – dei por mim a pensar na riqueza etnográfica desta sociedade. Existem teses, artigos, reflexões espantosas sobre estas mulheres. Se quiserem saber mais, recomendo o seguinte artigo O Papel das Mulheres da Nazaré na Economia Haliêutica.

E há mais! Embora não tenha encontrado qualquer referência ao facto, a mim ninguém me tira da ideia que o mixed print nasceu na Nazaré.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Molduras


Este sábado, houve encontro dos UskP na Quinta da Fidalga, no Seixal. Um lugar inesperado com jardins, pomares, fontes, lagos. Um local histórico que já foi uma propriedade agrícola e de recreio, fundada no sec. XV.
Recentemente foi inaugurado, no interior da Quinta da Fidalga, o Museu-Oficina de Artes Manuel Cargaleiro onde se pode ver uma colecção de azulejos do artista, que figuram em diferentes obras públicas em Portugal e no estrangeiro. O edifício é da autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira. Foi inevitável lembrar a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, onde as janelas são molduras de quadros perfeitos. O mesmo acontece neste edifício. O difícil mesmo é escolher as nossas molduras, onde pomos o limite para o enquadramento que funciona.

Dos muitos elementos passíveis de serem desenhados e “emoldurados”, a figura humana é uma tentação. Principalmente quando se trata de alguém lindo e expressivo. Eu sei que a Celeste é muitas vezes “raptada” para figurar nos cadernos da rapaziada. Há muito que eu também a queria “raptar”. Sábado foi o meu dia de me camuflar, no meio do jardim, a olhar para a Celeste.