segunda-feira, 6 de junho de 2016

The end of the world


É preciso ter paciência para o vento e dias frios mesmo em Agosto. Se gostam do Algarve da água quente e das noites glamorosas à beira das marinas, esqueçam. Se adoram ter o vosso carro super impecável e não gramam acessos mais ou menos, não é o melhor destino. Também não tem parques aquáticos para ir dar peixe às focas. Aqui vai o Guia de Sagres by Sleeping Bag.

Quando ir

Junho e Setembro são, de longe, os melhores meses.

Como ir

De carro, seja qual for o ponto do país. Uma vez, quando tinha 15 anos resolvi ir de camioneta, de Lisboa, e demorei umas 10 horas. Se optarem por ir de camioneta, o melhor é o expresso até Lagos e depois logo se vê como chegam a Sagres.

Onde ficar

Há uns 10 anos dava para ir sem nada marcado e depois alguma senhora nos alugava um quarto onde o Goofy ficava a dormir às escondidas. Hoje em dia, é o JP que trata de tudo. Quando aqui chegamos há uma casa à nossa espera. Obrigada JP.

Onde comer

Ora bem, não quero ser injusta pelo que vou seleccionar um restaurante que podia estar numa capital europeia, mas está em Sagres: Mum's. Experimentem o Cappuccino de Bacalhau. Importante: reservar mesa.

Onde surfar

À porta da surf shop Surfers Lab (depois do Intermarché, do lado esquerdo, sentido Vila do Bispo - Sagres) há um um quadro com o report diário das condições tanto da costa sul como costa oeste.

Sunsets sessions

Sim, claro. Escolham umas das falésias e partilhem umas minis ou uma garrafa de vinho.


 

sábado, 4 de junho de 2016

Não se mexa na marginal

Gosto de correr no paredão. Ao fim da tarde, iPod numa rádio para adolescentes onde sou tratada por tu e convidada para todas as festas do caloiro. Não corro assim tão rápido mas comecei a ter pena de não ter tempo para ficar a olhar para os pescadores, para a luz que vai mudando as cores do Bugio, do céu, do mar e do que se vê do outro lado.

Hoje, foi dia de não correr. Escolhi a curva que mais gosto, a praia de conveniência nos dias que não apetece pegar no carro.
Encontrei conhecidos e desconhecidos, curiosos pelos cadernos manchados. Técnica? Não sei, não tenho.
Já de mochila às costas, de volta a casa, passa um desconhecido que não nos oferece flores mas que sabe o que uma urban sketcher gosta: “Bons desenhos, miúdas!”